Daqui Dali

Um pouco do mundo, um mundo de coisas. Da vida, da sua e da minha. DAQUI E DALI.

Arquivo da Categoria ‘Comportamento’

Conheça a Embaixada da Bondade

domingo, 26 de março de 2017

 

Mostrar que a bondade tem sim espaço no mundo e que ela se faz cada vez mais necessária é uma missão de extrema importância. E um perfil no Instagram decidiu fazer isso de uma maneira leve, despretensiosa e gostosa de acompanhar.

 

Criado pelos australianos Kanesan Nathan e Amal Tofaili Bleed, o perfil The Embassy of Kindness (A Embaixada da Bondade, em tradução livre) vai para as ruas de qualquer cidade em que um dos dois esteja e convida as mais variadas pessoas a posarem para um retrato e falarem sobre fazer o bem. “Qualquer ato, não importa o quão grande ou pequeno, tem o poder de mudar a vida de alguém de maneira profunda”, disse Amal ao Blog do Instagram. “O projeto é sobre celebrar a nossa humanidade compartilhada”.

 

É com essa abordagem simples que a dupla encontra histórias maravilhosas de superação pessoal, de formas inesperadas de encontrar beleza na vida, de vontade de ajudar o próximo e muito mais – tudo com o olhar desarmado de quem é surpreendido pelos criadores da “Embaixada”. “Por conta desse projeto, posso caminhar até alguém e dizer ‘hey, estou fazendo um projeto fotográfico sobre a bondade, você se importa de me responder algumas perguntas? ’. Muitos estão abertos a isso”, contou Nathan ao jornal “Canberra Times”.

Leia a tradução de trechos de algumas conversas:

 

http://instagram.com/p/BQKLHJUAxwR/

“Hoje testemunhamos um ato de bondade aleatório por parte de Beth. Enquanto caminhava pela cidade para trabalhar, ela notou um pequeno pardal, incapaz de voar, pulando no pavimento movimentado. (…) Segurando o pássaro na palma da sua mão, ela o confortou enquanto ligávamos para uma linha de ajuda para a vida selvagem. (…) Beth teve que correr para uma reunião, mas pediu para ser informada sobre o que tinha acontecido. (…) Hoje ela nos lembrou que às vezes o mais gentil ato de compaixão também pode ser o mais poderoso

 

http://instagram.com/p/BRC8jhrA-WQ/

“Meu marido e eu nos separamos logo depois que eu dei à luz meu segundo filho. Tinha acabado de passar por uma cirurgia e tinha um filho pequeno também. Isso foi muito difícil, mas consegui superar por conta da bondade dos outros. (…) Tive sorte de ter um apoio tão grande ao meu redor. Como esposa e mãe eu não era tão amável quanto sou agora, porque estava focada em meu pequeno mundo particular. Poderia não ter começado meu próprio negócio se isso não tivesse acontecido. Nossa organização vende água engarrafada e damos os lucros para organizações com base em Camberra. Apoiamos aqueles que mais necessitam. (…) Faço isso porque bondade é um modo de vida”.

 

http://instagram.com/p/BN08onvBesG/

 

“Hoje, no Dia dos Direitos Humanos, encontramos uma vovó chamada Clare com uma importante mensagem sobre bondade e compaixão. Clare é parte do grupo Avós Contra a Detenção de Crianças Refugiadas. (…) ‘O grupo é incrivelmente importante para a gente porque nós sabemos que crianças, famílias e menores desacompanhados estão sendo retidos e nós queremos que eles sejam liberados. Todas essas pessoas já sofreram demais. (…) Minha vida foi amplamente focada para o desenvolvimento da primeira infância, eu realmente me preocupo com o que acontece com as crianças, mas também com as famílias e maravilhosos jovens e pessoas mais velhas. (…) Precisamos abrir nossos corações e levar a bondade aos refugiados’”.

 

Os depoimentos estão em inglês, mas vale a pena até utilizar ferramentas de tradução para poder se preencher com sentimentos de amor, de amizade e de conexão com o próximo. Eu adorei, e você?

 

 

Ilustrações explicam palavras sobre o amor em diversos idiomas

sábado, 25 de março de 2017

 

O amor não depende de palavras para ser sentido e expressado, não é? Ainda assim, é uma delícia descobrir maneiras diferentes de falar sobre esse sentimento, como propõe a série “Language of Love” (língua do amor, em tradução livre).

 

Na onda da divertida moda de desbravar vocábulos que não tem tradução para o inglês, esse projeto usa ilustrações para tentar explicar um pouco a profundidade – e até o humor – de cada um dos selecionados. Tem até espaço para o nosso gostoso cafuné. Acompanhe, surpreenda-se e apaixone-se:

 

 

Norueguês: a sensação de euforia experimentada quando você começa a se apaixonar.

 

 

Híndi: a dor emocional sentida quanto se está longe de quem se ama.

 

 

Português: o movimento de passar os dedos pelos cabelos do seu amado.

 

 

Espanhol: sentir que foi flechado pelo Cupido (quando se tem uma forte conexão com alguém).

 

 

Tagalog (idioma das Filipinas): o desejo de beliscar ou apertar algo ou alguém que é irresistivelmente fofo.

 

Gostou? O projeto é produzido pela Expedia, uma companhia de viagens internacional, que criou um site com muitas outras palavras para fazer seu coração bater mais forte. Para ler tudo (em inglês), é só clicar aqui.

 

Americana usa arte de rua para protestar contra o assédio às mulheres

sexta-feira, 24 de março de 2017

 

 

Quantas vezes você já foi abordada por desconhecidos que se acharam no direito de tecer comentários sobre sua aparência, fazer convites no mínimo estranhos ou proferirem palavras desrespeitosas apenas por você ser mulher?

 

Apesar de muitos enxergarem isso como uma forma inocente de paquera, não é bem assim: “passa a ser assédio quando você começa a se sentir constrangida e desconfortável e a pessoa continua insistindo no comportamento”, explicaram a promotora de Justiça Gabriela Manssur e a advogada Marina Ganzarolli durante a campanha #ElianaPorTodasElas.

 

http://instagram.com/p/BQOpIJZDVp9/

 

E foi para combater essa faceta do machismo que americana de ascendência iraniana Tatyana Fazlalizadeh lançou, em 2012, o projeto “Stop Telling Women to Smile” (Pare de dizer às mulheres para sorrirem, em tradução livre).

 

A série de cartazes traz retratos de mulheres reais desenhados pela artista com legendas que confrontam o assediador. “Minha roupa não é um convite”, “Mulheres não te devem seu tempo ou seu papo”, “Não sou sua propriedade e você não está no controle do meu corpo” e “Assédio não é divertido” são algumas das frases estampadas nos pôsteres, que são colados em espaços públicos.

 

http://instagram.com/p/BPlVO8LDLCo/

 

“’Stop Telling Women to Smile’ nasceu da ideia de que a arte de rua pode ser uma ferramenta impactante para combater o assédio”, diz o site oficial. “Esse é um problema sério que afeta mulheres em todo mundo. Esse projeto usa as vozes e os rostos das mulheres e os coloca nas ruas – criando uma presença ousada em um ambiente em que muitas vezes elas se sentem desconfortáveis e inseguras”.

 

Apesar de ter nascido há 5 anos, a iniciativa continua atual e fazendo barulho por onde os cartazes são colados, como nos Estados Unidos, em Paris e na cidade do México. Pelo site do projeto é possível pedir pôsteres e saber mais sobre a campanha. Quer saber mais sobre o assunto? Clique aqui e conheça a iniciativa brasileira “Chega de Fiu Fiu”.

 

Dia Internacional da Síndrome de Down

terça-feira, 21 de março de 2017

 

Como te falei no Programa Eliana do último domingo, hoje é o Dia Internacional da Síndrome de Down, uma data para refletir sobre a importância de acabar com o preconceito, aumentar a conscientização e batalhar pela inclusão das pessoas Down em todos os âmbitos da sociedade. E um vídeo pautado no bom humor fala bastante disso, olha só (ative as legendas em Português no player do YouTube):

 

 

Como conta o “Hypeness”, o clipe foi produzido pela entidade italiana CoorDown e é protagonizado por Lauren Potter, a atriz que viveu Becky Jackson no seriado musical “Glee”. Além disso, também surge em cena o ator John McGinley, que trabalhou na série cômica “Scrubs” e é pai de um garoto Down de 18 anos.

 

“As pessoas com síndrome de Down, como todo mundo, têm necessidades humanas básicas – comer, beber, respirar e dormir – ser nutridas, amadas, educadas e protegidas – para se mover, comunicar, contribuir e trabalhar – e compartilhar, amar e viver. Claro, as pessoas com síndrome de Down podem precisar de assistência extra. Às vezes, eles ainda precisam de assistência significativa, e ajustes, para atender a uma necessidade particular. Mas isso não torna essa necessidade humana comum ‘especial’”, diz o site da campanha. Importante para pensar não é? E viva um mundo mais justo e inclusivo!

 

Indiana usa o skate como ferramenta pela igualdade de gênero

quinta-feira, 16 de março de 2017

 

 

A desigualdade de gênero é uma realidade em qualquer lugar do mundo. Em certos países, como na Índia, no entanto, ela é mais severa e prejudica ainda mais as mulheres. Foi por ter essa dimensão que Atita Verghese, skatista profissional indiana), decidiu usar o esporte como uma maneira de enfrentamento ao machismo em sua terra natal.

 

Seu projeto – sobre o qual fiquei sabendo pelo site “Hypeness” –, o “Girls Skate India”, possibilita que meninas conheçam um pouco mais sobre o universo do skate, aprendam a se equilibrar sobre ele e encontrem nesse esporte uma forma de valorização, confiança e liberdade. “A pista de skate é um lugar mágico que aceita qualquer pessoa, independentemente do gênero, da raça, da classe social. Andar de skate, para mim, é uma expressão de individualidade, de perceber suas forças e fraquezas, ao mesmo tempo em que há muita diversão e liberdade. Percebi meu potencial e minha força andando de skate, então quero compartilhar isso com outras garotas do mundo”, falou ela ao site do “TEDx Inovations”.

 

 

Apesar da força de vontade e do envolvimento de skatistas de outros lugares do mundo, Atita admite que é necessário quebrar muitas barreiras para fomentar a igualdade de gênero através desse esporte na Índia. “Porque as meninas perdem o respeito por serem vistas fora de casa como garotos. É preciso muito esforço para ter e manter as garotas envolvidas”, disse à mesma publicação. O trabalho, contudo, parece estar valendo a pena: as garotas do projeto até foram chamadas a estrelar o clipe da música “Alpha Female”, da banda Wild Beasts. Assista abaixo:

 

 

Além de promover aulas, o “Girls Skate India” também viabiliza e ajuda a construir parques públicos para a prática do skate. Quer mais? Os garotos são mais do que bem-vindos a participar de todas essas ações. “Ensinamos meninas E meninos, pois já há muita divisão entre os sexos e nós não queremos separar, mas unir”, avisa a página do Facebook.

 

É isso aí! Todos unidos por um mundo sem machismo. Eu curti, e você?