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Para inspirar! Gentileza anônima surpreende 1500 estudantes

sábado, 18 de fevereiro de 2017

 

Certas datas são uma delícia para celebrar ao lado das pessoas que amamos, mas também podem ser bastante difíceis para quem se sente sozinho ou sofreu uma perda. E foi por isso que uma linda iniciativa anônima impressionou a internet logo depois do Valentine’s Day, comemorado no dia 14 de fevereiro.

 

Nessa festa, bastante tradicional nos Estados Unidos, é comum dar cartões e chocolates para mimar os queridos. Um estudante do colégio Troy, em Ohio, no entanto, decidiu que todos merecem um pouco de carinho nesse dia. E trabalhou para surpreender os mais de 1500 colegas.

 

 

Para isso produziu corações de origami, escreveu à mão “you are loved” (você é amado, em Português), e colou em cada armário. “Essa pessoa começou a trabalhar nos origamis em setembro do ano passado e foi secretamente estocando sua produção no armário de casa”, conta a página da escola no Facebook.

 

 

Muito lindo perceber como uma ideia tão singela pode mudar o dia de alguém, não é? Ainda mais quando você vê que outros colégios tiveram surpresas semelhantes. Praticar a gentileza só pode fazer bem!

 

Ilustrações mostram como o mundo celebra o romantismo

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

 

Você já deve ter notado que o Valentine’ Day (Dia de São Valentim) é um dos temas favoritos dos filmes românticos hollywoodianos. E não é para menos: nessa data, comemorada hoje, dia 14 de fevereiro, os Estados Unidos – e muitos outros países – celebram o amor.

 

Em outras partes do globo, no entanto, o romantismo ganha espaço em outras páginas do calendário. Veja algumas dessas tradições, retratadas nas ilustrações de Marie Muravski:

 

 

“Conhecido como Qixi, o festival chinês do amor ocorre no sétimo dia do sétimo mês do calendário chinês. Ele tem origem em um conto trágico sobre dois amantes desafortunados que foram forçados a se separar por conta de seu status social, mas podem se encontrar uma vez por ano. Nessa data, os solteiros preparam frutas na esperança de um amor futuro, enquanto casais rezam por prosperidade.”

 

 

“Os argentinos não apenas celebram o Valentine’s Day, eles também tem uma semana inteira em julho pra comemorar a “Semana da Doçura”, quando beijos são trocados por guloseimas. Originalmente imaginada como uma campanha de marketing, a data foi rapidamente adotada por essa apaixonada nação”

 

 

“Comemorado no dia 24 de fevereiro, o Dragobete, também conhecido como ‘o dia em que os pássaros são prometidos’, é uma mistura entre o Valentine’s Day e a celebração da Primavera. Garotas e garotos vão para a floresta para colher flores, enquanto outros lavam seus rostos com a neve para trazer saúde e felicidade.”

 

 

“Enquanto na maior parte dos países as mulheres são mimadas com chocolates no Valentine’s Day, no Japão os homens é que são presenteados com chocolates. Só em 14 de março, conhecido como Dia Branco, eles podem escolher se retornam ou não a gentileza.”

 

União feminina, empoderamento e o inspirador discurso de Beyoncé no Grammy

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

 

This breathtaking performance by @beyonce is just the beginning of the epic #GRAMMYs performances happening tonight. Keep watching on @cbstv!

A photo posted by Recording Academy / GRAMMYs (@recordingacademy) on

 

O Grammy não só é uma importantíssima festa da música, como também funciona como uma grande plataforma para que os artistas possam dividir com o público suas convicções e opiniões sobre os assuntos de relevância mundial.

 

E na edição realizada na noite desse domingo (12), o que seu viu foi um show de união feminina – principalmente por conta da grande vencedora da premiação, Adele, que fez questão de ovacionar Beyoncé ao receber o principal troféu da noite (Disco do Ano) –, de posicionamento políticoKaty Perry mostrou seu descontentamento com o governo de Donald Trump ao usar uma faixa com a palavra “resist” ao redor do braço e cantar o single “Chained to the Rhythm” em meio a cercas –, além de uma celebração da mulher e da maternidade – trazidas ao palco pela já citada Beyoncé.

 

Veja um pouco da performance:

 

 

Não foi apenas celebrando a música, no entanto, que esse ícone do pop deixou sua marca no Grammy. Ela fez um discurso empoderador, não apenas para garotas negras ao redor do mundo que carecem de representatividade, mas para todos. São palavras tão necessárias que tinha que reproduzir por aqui. Assista ao vídeo (em inglês) e, abaixo, coloco a tradução.

 

 

“Obrigada aos votantes do Grammy por essa honra incrível, e obrigada a todos que trabalharam duro para capturar de um jeito tão lindo a profundidade da cultura sulista. Agradeço a Deus por minha família, meu marido maravilhoso, minha filha linda, meus fãs por me darem tanta alegria e apoio.

 

Todos nós vivemos dores e perdas, e frequentemente nos tornamos inaudíveis. Minha intenção para o filme e para o disco era criar um trabalho que desse uma voz para nossas dores, nossas dificuldades, nossa escuridão e nossa história, para enfrentar problemas que nos deixam desconfortáveis.

 

É importante para mim mostrar imagens para meus filhos que reflitam a beleza deles, para que eles possam crescer em um mundo em que, quando se olharem no espelho – primeiro por meio de suas famílias, assim como no noticiário, no Super Bowl, nas Olimpíadas, na Casa Branca – e vejam eles mesmos. E não tenham dúvida de que são lindos, inteligentes e capazes.

 

Quero isso para cada criança de todas as raças, e eu acho vital que aprendamos com o passado e reconheçamos nossa tendência de repetir nossos erros. Obrigada, novamente, por premiarem “Lemonade”. Tenham uma linda noite. Obrigada por esta noite. Isso é incrível”

 

 

Os sonhos de quem quer mais do que apenas sobreviver

sábado, 11 de fevereiro de 2017

 

“Todos temos sonhos, mas alguns podem sonhar mais alto do que outros”, fala o fotógrafo e cineasta Chris de Bode em entrevista ao blog do Instagram. O holandês é responsável pelo projeto “I Have a Dream” (eu tenho um sonho, em tradução livre), no qual fotografa e conta as histórias de crianças em situações adversas ao redor do mundo.

 

“Algumas das crianças que conheci não passavam os dias fantasiando. Elas estavam ocupadas sobrevivendo”, diz ele, que atua há seis anos para o Save the Children, organização pelos direitos da criança presente em mais de 120 países.

 

Chris divide as imagens e os relatos (em inglês) em seu perfil do Instagram. Veja alguns:

 


“Jordan Emam, de 10 anos, fugiu da Síria e agora vive em um campo de refugiados na Jordânia. Ela sonha em andar descalça na grama e brincar como costumava fazer. No campo de refugiados tudo é cinza. ‘Cor e grama é o que eu mais sinto falta. O único lugar aqui em que me sinto bem é o parquinho. Eu quero voltar pra casa, para a vinha e para os prados. Quero correr com os meus amigos’”.

 

 

“Tayee Haile Micale, de 10 anos, quer ser um professor quando crescer. ‘Gosto do meu professor, acho que ele é bom, quero ser como ele”.

 

Photo by: @chrisdebode Zauèra Yakouza is 13 yrs old. She is going to school and is in first class of secondary school. She has got six brothers and sisters from the same mother. Her father married three times so there are a lot more children around from the other two marriages. Her dream is becoming a nurse so she can help the people in need, especially her own family. Almost every day after school she meets with friends. There is a special place in the village where she plays hide and seek, sings and talks. "My favorite dish is meat. I love eating goat". "My father is a farmer but things don't go to well. Last years crop wasn't that good so it is sometimes hard to devide the food between all of us." On a average day Zauèra gets up and prays first. Breakfast is usualy the left over from the day before. She goes to school from 07.00 until 12.00. Than she fetches water for the animals. Normally she makes millet for dinner together with her mother. After dinner she goes out to play or is doing her homework. "One of my friends got married and left school. I don't agree. First I want to finish my school. Many of my friends do not understand me. The only thing they talk about is getting married.” #tooyoungtomarry #childmarriage #niger #girls #panospictures #hasselblad @oxfamnovib

A photo posted by Chris de Bode (@chrisdebode) on

 

“Zauèra Yakouza tem 13 anos. Ela está estudando e é a primeira da turma na escola secundária. Ela tem seis irmãos e irmãs da mesma mãe. Seu pai casou três vezes, então há muitas crianças ao redor. Seu sonho é se tornar uma enfermeira para que possa ajudar das pessoas que precisam, principalmente de sua própria família. Quase todo dia depois da escola ela encontra suas amigas. Há um lugar especial na vila em que brinca de esconde-esconde, canta e conversa. ‘Meu prato favorito é carne. Adoro comer cabra. Meu pai é um fazendeiro, mas as coisas não estão indo bem. A colheita do ano passado não foi boa, então às vezes é difícil dividir a comida entre todos nós.’ Em um dia normal, Zauèra acorda e reza. O café da manhã é normalmente a sobra do dia anterior. Ela vai à escola das 7h às 12h. Depois, dá água para os animais. Normalmente, ela faz milheto para o jantar junto com sua mãe. Depois do jantar, sai ou faz a lição de casa. ‘Uma de minhas amigas se casou e deixou a escola. Eu não concordo. Primeiro quero terminar os estudos. Muitos dos meus amigos não me entendem. Eles só falam em casar’”.

 

Para o fotógrafo, o grande foco de seu trabalho não é apenas revelar esses sonhos, mas criar identificação e empatia para mudar realidades. “Quando você compreende alguém de um ponto de vista pessoal e entende o contexto em que vive, é muito mais fácil se conectar com eles. E esse é meu objetivo: tornar as pessoas mais sensíveis ao mundo à sua volta”.

 

 

É hora de procurar e celebrar as semelhanças

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

 

Você já percebeu como o mundo, principalmente o digital, pode apresentar uma realidade bastante agressiva em que aquele que não pensa como a gente automaticamente passa a ser visto como um inimigo? Essa divisão entre “nós” e “eles” é muito preocupante, já que impede a discussão de ideias, a compreensão do ponto de vista alheio e a empatia.

 

É preciso ir na contramão desse impulso e ver mais semelhanças do que diferenças no outro. Afinal, nós todos queremos é uma vida melhor, não é mesmo? E foi por isso que uma campanha de um canal de TV na Dinamarca tocou tantos corações.

 

O vídeo começa mostrando pessoas “encaixotadas” em grupos pautados por classe social, emprego, convicções e muito mais. A sensação inicial é de estranhamento, tanto para o espectador, quanto para os que fazem parte do experimento.

 

Logo, no entanto, fica claro que essa classificação não é algo definitivo e intransponível. Sim, indivíduos que à primeira vista parecem não ter nada em comum podem dividir o mesmo gosto por algo, a dor da solidão, a maneira como criam os filhos. Assista:

 

 

Apesar de focar bastante na Dinamarca, esse é um vídeo universal e a lição é tão clara quanto terna: basta dar uma chance ao outro, quebrar o gelo inicial, para encontrar aquilo que nos une. Os sorrisos e abraços entre os “estranhos” do vídeo são a prova do quanto as semelhanças são muito mais fortes e poderosas do que as diferenças. Vamos praticar isso na vida?