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Artista italiano cria mundo de sonhos com malha de arame

sábado, 20 de maio de 2017

 

 

Aproveite a potencial calmaria de sábado para olhar sem pressa para a foto que abre o post de hoje. Leva alguns segundo para cravar se a obra de Edoardo Tresoldi é uma projeção digital, uma instalação material ou se é fruto de um mundo etéreo que aos poucos se descortina, não é?

 

 

Esse artista italiano é especializado em conseguir um efeito entre o sonho e o universo digital utilizando muito talento arquitetônico, malha de arame e um estudo preciso da iluminação. É interessante, ainda, notar o jogo que ele faz entre a modernidade de sua técnica e a escolha pelo clássico nas esculturas que produz, com colunas, cúpulas e arcos que remetem a outros tempos.

 

Air by air.. "incipit" by fabiano caputo

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O caráter etéreo de sua obra fica ainda mais evidente quando as construções saem de cena e Tresoldi se concentra em animais, como os pássaros, e figuras humanas: seu personagens parecem transitar entre o real e o imaginário, quase como se fossem a memória de um momento anterior. Algo lindo e que oferece uma grande possibilidade de reflexão.

 

 

Gostou? Dá para ver muito mais desse trabalho em seu Instagram.

Esses bordados vão despertar o seu apetite

sexta-feira, 19 de maio de 2017

 

 

Hoje te convido a entrar no clima do fim de semana com o imaginativo, delicado e complexo trabalho de Ipnot, uma artista japonesa que encanta a web com suas detalhadas miniaturas de alimentos feitas com bordados.

 

 

Suas criações, produzidas a partir da técnica do nó francês, são tão perfeitas que chegam a se confundir com os ingredientes ou pratos reais: são tomates, melancias, waffles, hambúrgueres, pizzas e muitas outras delícias de dar água na boca.

 

 

Ipnot conta que adquiriu tanta maestria sozinha, uma vez que é autodidata. “Passei minha infância cercada por pessoas muito criativas e espertas, que me inspiraram. Fui atraída pelo bordado porque minha avó costumava bordar e fez isso parecer muito relaxante e agradável. Então eu tentei e eu gostei muito. Desde então, comecei meus próprios projetos e não sinto como se estivesse trabalhando. Na verdade sinto como se estivesse fazendo um hobby, já que estou me divertindo”, diz em seu site oficial.

 

 

Com tamanha dedicação aos detalhes, dá para perceber que ela se diverte e coloca amor em cada obra, não é? Veja mais em seu Instagram.

 

Mãos gigantes surgem em canal em Veneza para fazer um alerta sobre as mudanças climáticas

quarta-feira, 17 de maio de 2017

 

 

As mudanças climáticas avançam – e com consequências bastante preocupantes –, ainda assim, às vezes o assunto parece restrito aos cadernos científicos, não é? Para tentar jogar os holofotes sobre o tema, o artista italiano Lorenzo Quinn criou uma instalação impressionante em Veneza: de um canal saem mãos gigantescas que escoram o Ca ‘Sagredo Hotel.

 

 

“A escultura “Support”, colocada em Veneza no Ca ‘Sagredo, coincidindo com a abertura da Bienal de Veneza, quer falar com as pessoas de forma clara, simples e direta através das mãos inocentes de uma criança. (…) Devemos todos, coletivamente, pensar em como podemos proteger nosso planeta e, fazendo isso, proteger nossos locais de patrimônio nacional”, disse em seu Instagram.

 

Como ele deixa claro, a escolha da cidade italiana para abrigar o projeto não foi por acaso, uma vez que estudos alertam que, por conta da elevação dos níveis dos mares – alavancada pelas alterações climáticas –, Veneza pode ser “engolida” pela água até 2100.

 

 

Também na rede social, o artista fala sobre as dimensões grandiosas do projeto e de sua preocupação ambiental ao produzir a obra. “As mãos tem aproximadamente 9 m em altura e pesam aproximadamente 2500 kg cada. (…) Elas são feitas de uma espuma expandida e coberta de poliuretano (todos recicláveis e serão reciclados) e, em seguida, pintadas”.

 

Artista “desenha com papel” lindos retratos cheios de luzes, cores e texturas

quinta-feira, 11 de maio de 2017

 

Ele é tão cotidiano que às vezes fica fácil esquecer o mundo de possibilidades que mora dentro de um simples pedaço de papel: longe das tarefas do dia a dia, o material pode ser usado para escrever as mais diversas histórias, para abrigar desenhos, revelar formas em recortes, ser moldado em dobraduras… Nessa lista há, ainda, uma técnica chamada quilling, em que tiras são dobradas, enroladas e unidas novamente para formar obras surpreendentes.

 

 

É com ela que Yulia Brodskaya cria lindos retratos, que mais parecem pinturas cheias de texturas e cores. “O papel sempre exerceu um fascínio especial em mim. Eu tentei muitos métodos deferentes e técnicas de trabalhar com ele, até que eu encontrei o caminho que acabou por ser o certo para mim: agora eu desenho com papel em vez desenhar nele”, explica em seu site oficial.

 

 

Em uma de suas mais impressionantes séries, ela retrata idosos, transitando entre o realista e o lúdico. “Sou atraída por como toda a vida da pessoa é escrita em seu rosto. Eu tenho sentimentos mistos muito fortes que me fazem olhar através de fotografias de pessoas idosas em uma busca de inspiração para o meu próprio trabalho. Procuro maneiras incomuns de retratar com dignidade as pessoas envelhecendo, usando cores vivas”, explica.

 

 

Para chegar a um resultado tão impactante, Yulia conta que precisa fazer rascunhos bastante detalhados, uma vez o quilling não permite muitos erros. “Faço sempre esboços detalhados primeiramente e nesta fase posso procurar algumas referências e fazer uma pesquisa rápida. Ter uma ideia clara do projeto no estágio de esboço é importante porque uma vez que um pedaço de papel é colado eu não posso removê-lo sem danificar um pouco a base”, fala.

 

Um trabalho de paciência, preocupado com os detalhes e cheio de sensibilidade. Eu adorei, e você?

 

Os lindos e intrigantes retratos inversos de Nettie Wakefield

terça-feira, 9 de maio de 2017

 

Hoje trago ao blog o trabalho de uma artista que causa estranheza e fascinação em mesma medida por sua escolha inusitada: desenhar a lápis retratos detalhados de pessoas de costas. Pois é! Apesar de caprichar em cada milímetro da representação de seus personagens, Nettie Wakefield quase nunca revela o rosto deles.

 

 

Essa inglesa conta que a inspiração para a sua hoje famosa série “Reversed Portrait” (retrato invertido, em tradução livre para o Português) surgiu durante uma aula pouco animada. Ela começou a rascunhar os cabelos da colega sentada à sua frente e percebeu o potencial dessa brincadeira. “Eu estava meio que imaginando quem ela era, e achei que o mistério era muito interessante”, contou ao site “The Jealous Curator”.

 

 

Para Nettie, o uso do lápis adiciona mais uma pitada de curiosidade ao resultado final. “A maioria das pessoas o associa com o início de algo. Eu prefiro usá-lo como o meu principal meio: o produto final. Sinto que o lápis é capaz de capturar a simplicidade e a profundidade provocativa do assunto”.

 

 

Por conta disso, seu trabalho também fez parte da Dismaland (2015), projeto de Banksy em que as regras e expectativas dos grandes parques de diversão foram todas subvertidas. “Tinha meu próprio estande onde eu estava fazendo retratos inversos dos visitantes. Sinto-me extremamente privilegiada por ter me envolvido em um projeto tão singular”.

 

 

Muito legal soltar a imaginação e pensar em quem são e quais as histórias dos personagens desenhados por Nettie, não é? Para ver mais de seu trabalho, é só acessar seu Instagram.