Daqui Dali

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Livros se transformam em paisagens lindas e desgastadas

 

Não me canso de dizer que livros são mundos completos e que abri-los é como passear pelas ruas e ser apresentada às pessoas que vivem nesses lugares inusitados e inesquecíveis. Há, no entanto, uma discussão sobre o futuro desses volumes – ao menos da maneira como os conhecemos hoje –, uma vez que a digitalização parece o caminho mais evidente para as próximas décadas.

 

 

É desse embate entre o progresso tecnológico e a perda da cultura tradicional que nasce o trabalho do artista canadense Guy Laramée: ele se utiliza de livros – principalmente conjuntos de enciclopédias e dicionários antigos e desatualizados – para criar esculturas de paisagens ou construções cheias de texturas e tocadas pela erosão. Todas elas com a mesma mensagem embutida. “Meu trabalho, tanto em 3D como na pintura, tem origem na própria ideia de que o conhecimento mais atual poderia muito bem ser uma erosão em vez de uma acumulação.

 

 

Essa provocação a um mundo constantemente movido por novidades surge cheia de nuances impulsionadas pelos detalhes vistos nas montanhas, nas cavernas e nos outros relevos que o artista recria. É algo bonito, triste e cheio de reflexão. “Montanhas de conhecimento desativado voltam ao que realmente são: montanhas. Elas se corroem um pouco mais e se tornam colinas. Em seguida, se achatam e tornam-se campos onde aparentemente nada está acontecendo. Pilhas de enciclopédias obsoletas retornam àquilo que não precisa dizer nada, aquilo que simplesmente é”.

 

 

E você o que acha que a tecnologia cada vez mais avançada vai engolir os livros ou outros objetos da cultura tradicional? Conta no meu Facebook!

 

 

 

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