Movimento Slow Beauty prega o consumo consciente de cosméticos, com ingredientes orgânicos, veganos e cruelty-free FOTO: thinkstock
Beleza

Slow Beauty é o movimento que aposta em cosméticos orgânicos e naturais. Conheça

Desacelere a velocidade e inclua saúde e bem-estar no dia a dia. Segundo a cosmetóloga Tatiana Galhanone, da Clínica Benesse, essa é a proposta do “Slow Beauty”, movimento de beleza que nasceu nos Estados Unidos, e busca apoiar o consumo consciente, partindo para alternativas que não apresentem fórmulas calcadas em compostos químicos.

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Beleza devagar e sem pressa

De acordo com a empresária Renata Esteves, especialista em cosméticos orgânicos idealizadora do Projeto Beleza Orgânica, o conceito surgiu como uma extensão do Slow Food e prega o retorno às origens e a compra ecologicamente correta, no qual impera a filosofia do “menos é mais”. “Com a utilização de matérias-primas de qualidade e o mínimo de processos possível. Não é só fazer receitas caseiras, a mulher moderna e consciente usa uma combinação de produtos, óleos vegetais, essenciais e argilas na sua rotina de cuidados. Sempre procurando as opções sem ingredientes nocivos, muitas vezes orgânicos, veganos e não testados em animais”, diz.

Cada vez mais as consumidoras procuram opções naturais que, em longo prazo, não prejudiquem o organismo FOTO: thinkstock
Cada vez mais as consumidoras procuram opções naturais que, em longo prazo, não prejudiquem o organismo FOTO: thinkstock

De dentro para fora

“A proposta também procura unir uma alimentação saudável com a questão da estética, visto que uma está diretamente ligada à outra”, fala Tatiana. “Tem que começar de dentro para fora. Não existe como ter pele linda se nossas células não estiverem sadias. Muitas vezes, isso é a porta de entrada para uma mudança de percepção, que leva as pessoas a fazerem melhores escolhas”, Renata comenta. “Para se sentir bonita, acho importante cultivar o autoamor e a autoaceitação, aprender a valorizar o próprio corpo, fazer exercícios, sem se preocupar demasiadamente com o mundo exterior”, Renata comenta.

Consciência saudável

Para a cosmetóloga, a ditadura da beleza já está, inclusive, migrando para esse aspecto e para a preocupação com as reações de tais aplicações no organismo. Conforme a empresária, “quanto mais produtos se usa, mais se interfere na química e sistema imunológico da pele. O básico é limpar, tonificar e hidratar, e aplicar um filtro solar (físico, que apresenta um efeito de bloqueador, e reflete a luz solar ao invés ser absorvido pela corrente sanguínea – mais ou menos como uma pasta d’água). Materiais puros são maravilhosos, mas nem sempre temos disponibilidade para fazer um tratamento; por isso recomendo fazer um mini-spa em casa toda semana”.

Sustentabilidade em alta

Opções naturais, feitas de modo caseiro ou compradas conscientemente, apresentam menos impacto no meio ambiente também FOTO: thinkstock
Opções naturais, feitas de modo caseiro ou compradas conscientemente, apresentam menos impacto no meio ambiente também FOTO: thinkstock

Ao se tornar uma adepta, a mesma profissional acredita que se incentiva a economia de empresas sustentáveis cujas práticas visam a preservação do meio ambiente e a eliminação da crueldade animal.

Informação que transforma

Sendo assim, ela recomenda buscar os selos das certificadoras orgânicas – entidades independentes que analisam toda a cadeia para atestar que o resultado final foi feito em condições sociais justas, utilizando elementos livres de tóxicos – as quais são: Ecocert, IBD, Natrue, USDA, Vegan. “Elas publicam listas (nos próprios sites) de componentes que não podem entrar nas produções, uma boa maneira de começar a aprender sobre o assunto. Quanto maior elas forem nas embalagens, números (corantes), fragrância (e não aromatizadas como os óleos essenciais), mais tóxicas tendem a ser”.

Futuro próximo

“A vantagem é justamente essa diminuição dos agentes que podem ser mais agressivos”, Tatiana aponta. “Os benefícios, em longo prazo, são os mesmos dos cosméticos normais”. Renata avisa que o progresso é gradual, porém, mais duradouro. “Porque trata de forma integral, reforçando as defesas e até estimulando o colágeno – os ativos vegetais são poderosos quando empregados da forma correta, uma vez que nutrem e mantêm a cútis hidratada, melhorando a sua aparência. Quando se comparam os itens dermatológicos que são da indústria farmacêutica com os naturais e orgânicos, há uma grande diferença”.

Rotina slow

Para entrar na tendência slow beauty, comece trocando os produtos de uso mais frequente por aqueles naturais e orgânicos FOTO: thinkstock
Para entrar na tendência slow beauty, comece trocando os produtos de uso mais frequente por aqueles naturais e orgânicos FOTO: thinkstock

Para apostar nos preceitos aqui listados, ela indica: “comece a trocar aos poucos por aquilo que usa com frequência: pasta de dente sem flúor, sabonete, xampu e condicionador, por exemplo. Precisando, faça uma limpa no banheiro – costumamos acumular o que não nos serve mais, restos, e artigos fora da validade”. Procure saber as informações do fabricantes e observe reações em casos de alergia de qualquer conteúdo para eliminá-lo do seu cotidiano. Prefira bucha vegetal para o corpo, assim como esponja de celulose para o rosto, a fim de efetuar a esfoliação. “Possibilidades multiuso: argilas – verde para as peles mistas e oleosas, e branca para as secas; óleos e manteigas vegetais puros; e óleos essenciais – vá comprando aos poucos, eles têm propriedades terapêuticas e cosméticas. Cuidado para não intoxicar! Você nunca deve passar mais do que 2, 3 gotas, ou direto na pele (utilize um óleo carreador ou argila); pode colocá-lo no aromatizador também. Se manipula misturas em casa, saiba que não têm conservantes e estragam logo; é necessário aproveitá-las dentro de alguns dias”.

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