Mamas dependem do sustento da pele, que deve ser sempre hidratada/ Thinkstock
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Beleza das mamas: saiba como combater estrias e flacidez na região

Para muitas mulheres os seios são um símbolo de feminilidade e sensualidade. No entanto, é perceptível como eles mudam com os picos hormonais e especialmente com a gestação e a amamentação, nem sempre adquirindo uma aparência agradável. E como tratar dessa região tão especial de modo a mantê-la bonita e bem-cuidada? Suzy Vieira, cirurgiã plástica, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Sociedade Brasileira de Laser, explica.

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POR QUE SÃO ASSIM

Os seios têm uma constituição bem específica, conforme a médica explica: “Sua sustentação é dada praticamente pela pele, tendo poucos ligamentos com o músculo, por isso é difícil de tratar os problemas dessa região”. Ainda de acordo com a especialista, por sua forma, a mama tende a ser puxada para baixo e toda alteração hormonal, ganho ou perda de peso, assim como o processo da gravidez, influencia em sua constituição.

Diante dessas características, mulheres com pele fina ou que emagreceram muito tendem a apresentar mamas mais flácidas. Além disso, com o passar dos anos, a mulher perde algumas glândulas importantes para a firmeza da pele, e os seios vão ficando mais flácidos. Esse processo, na medicina, tem até nome especial: ptose.

 HIDRATAÇÃO

“Uma pele hidratada é uma pele mais firme”, explica Suzy. Assim, aplicar cremes na região podem melhorar o aspecto das mamas. Esse processo é especialmente importante na gravidez, quando os seios sofrem um crescimento rápido.

Seios precisam de cuidados para evitar flacidez e estrias/ Thinkstock
Seios precisam de cuidados para evitar flacidez e estrias/ Thinkstock

Contudo, por mais que alguns produtos deixem essa promessa, a hidratação não é capaz de reverter a flacidez da região, apenas auxiliar na prevenção: “Muita hidratação e não engordar demais, principalmente na gravidez, ajudam a prevenir a flacidez e as estrias, que também contribuem para a queda das mamas”.

AS ESTRIAS

Esses temidos risquinhos que invadem a pele são sinal de que um tecido se rasgou, como explica a cirurgiã. E a má notícia, segundo ela, é que não dá para “costurar” – as estrias são irreversíveis. Quando elas se instalam na parte de baixo das mamas, o ideal é fazer uma mamoplastia, uma cirurgia, para retirar. Já quando estão na parte superior, podem-se aplicar sessões de laser a fim de melhorar a qualidade da pele: “A pele com estrias fica esgarçada e mais fina, então o laser tenta deixá-la mais espessa, mudar a coloração e a textura das estrias”.

Suzy diz que a partir de cinco sessões é possível ver o resultado. Após a aplicação, que gera dor leve, há uma descamação da pele. Os seios não podem ser expostos ao sol no período de recuperação, sendo mais adequado fazer esse tipo de tratamento agora, no outono ou inverno.

Um dado interessante é que as estrias variam de acordo com a idade. Suzy explica que, por exemplo, quando uma menina mais jovem engravida, ganha mais estrias, porque a pele ainda é mais firme. A partir dos 35 anos, a pele se mostra mais laceada, portanto há menor chance de apresentação de estrias para as mulheres que passam por uma gestação nessa fase.

Cirurgia plástica é caminho de tratamento para a região/ Thinkstock
Cirurgia plástica é caminho de tratamento para a região/ Thinkstock

A FLACIDEZ

De acordo com a médica, para a ptose não há tratamento que não a cirurgia plástica. Isso se deve ao que foi dito anteriormente: ao fato de que os seios são sustentados quase somente pela pele – e não há tratamentos que, ao atuarem sobre a pele, possibilitem uma melhor sustentação das mamas.

Já no mundo da cirurgia plástica, quando a flacidez é pequena, a colocação de uma prótese, que dá volume e reposiciona a mama, é suficiente. Seios maiores precisam passar por uma suspensão de mama, que pode incluir ou não a inserção de uma prótese – é a chamada mastopexia, que inclui tirar o excesso de pele e dar pontos internos, ou seja, remontar e reposicionar o seio. Sua recuperação limita um pouco o movimento dos braços, por volta de 15 a 30 dias. Essa intervenção também deixa uma cicatriz, que pode ficar somente ao redor da auréola ou na parte de baixo do seio.

Não há contraindicação para quem quer fazer a cirurgia, explica Suzy, mas se aconselha esperar até que se tenha tido filhos, a fim de evitar que o procedimento tenha que ser refeito. Importante lembrar, por fim, que a cirurgia não é definitiva, e que provavelmente as mamas seguirão sentindo o efeito da gravidade.

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