Cantora foi encontrada morta neste sábado
Divulgação
Sucessos que atravessaram décadas e uma vida de excessos são parte indissociável da trajetória de Whitney Houston, cantora que morreu na noite deste sábado (11). De acordo com informações divulgadas por sua empresária, Kristen Foster, ela foi encontrada morta em seu hotel, em Beverly Hills. As causas permanecem desconhecidas.
Para homenagear Whitney, que encheu as paradas de sucessos românticos e dançantes por décadas, o DaquiDali lembra os fatos mais marcantes de sua intensa vida:
Som no sangue
Nascida em 9 de agosto de 1963 em Newark, Nova Jersey (EUA), seu destino sempre esteve ligado à música: sobrinha da diva Dionne Warwick e filha de uma cantora gospel e do diretor de um coral, ela começou a se apresentar com apenas 11 anos. “Whitney Houston”, álbum de estreia lançado em 1985, mostrou todo o potencial da novata, que recebeu o prêmio de melhor vocal pop feminino no Grammy e vendeu cerca de 14 milhões de discos. É neste primeiro disco que estão canções como "You Give Good Love", "Saving All My Love for You" e "Greatest Love of All".
Seu próximo trabalho, “Whitney” (1987), estreou no topo das paradas dos Estados Unidos e Inglaterra e confirmou o potencial da cantora, que conseguiu ficar sete vezes no topo da parada da revista “Billboard”, especializada no mundo da música. As faixas de maior sucesso foram "Didn't We Almost Have It All", "So Emotional" e "Where Do Broken Hearts Go".
No cinema
Depois de mais um disco de êxito estrondoso, “I’m Your Baby Tonight”, Whitney Houston fez sua estreia no cinema em “O Guarda-Costas”. Além de protagonizar o romance ao lado do galã Kevin Costner, também gravou um disco especial para a trilha sonora. O resultado? Cerca de US$ 500 milhões em bilheteria ao redor do mundo e o posto de música mais tocada por 14 semanas para o tema do longa, a regravação de “I Will Always Love You”. O destaque foi tamanho que a canção se tornou o single mais vendido até então, com 10 milhões de cópias comercializadas.
A boa resposta do público fez com que Whitney continuasse a investir na dobradinha cinema e trilha sonora nos anos seguintes, com os filmes “Falando de Amor” (1985), “Um Anjo em Minha Vida” (1996), e o longa televisivo “Cinderella” (1997), que em sua primeira exibição teve audiência recorde. Ainda no quesito tela grande, a artista participou da trilha sonora da animação “O Príncipe do Egito” (1998): gravou a canção "When You Believe" ao lado de Mariah Carey e abocanhou o Oscar de Melhor Canção Original.
Vida atribulada
Se a década de 90 foi dominada pelo êxito profissional de Whitney Houston, os anos seguintes ficaram marcados pelos momentos difíceis de sua vida pessoal. Ainda em 2002, durante o lançamento do disco “Just Whitney”, os rumores sobre seus problemas com drogas tomaram grandes proporções. Dois anos depois, teve sua primeira internação em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos.
O turbilhão alcançou seu auge em 2006, quando anunciou o fim do relacionamento com o cantor Bobby Brown, com quem se casou em 1992. De acordo com rumores ventilados pela imprensa de celebridades, a união dos dois foi marcada por diversas brigas e o abuso de substâncias ilegais.
Três anos depois, Whitney deu uma entrevista emocionante ao programa de Oprah Winfrey, onde falou sobre o casamento, a separação, a carreira, a vida em família e o vício em drogas. Na ocasião, a cantora reafirmou sua fé em Deus e declarou se sentir plenamente recuperada.
Volta ao palco
Ainda em 2009, ela anunciou que faria uma nova turnê. Ela visitou a Ásia, a Europa e a Austrália e arrecadou cerca de 36 milhões de dólares com as apresentações. Em 2010, Whitney foi homenageada no BET Honors Award, que lembrou suas realizações como cantora.
Redação DaquiDali
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