Foto: oneinchpunch/iStock
Amor & Sexo

Cinco questões que você precisa resolver antes de decidir morar com ele

Quando você decide sair de casa para morar só, já é uma grande aventura, mas, quando a ideia é juntar as escovas de dentes (casando ou não), ou seja, dividir o mesmo teto com seu parceiro, a missão é mais desafiadora ainda. Cada um está levando sua própria “mala emocional”, cheia de hábitos, costumes, crenças e manias, sendo assim, “para que dê certo, é necessária uma boa dose de compreensão, respeito mútuo, solidariedade, companheirismo e, claro, bom humor“, diz a psicóloga Ivanete Romano, especialista em terapia familiar e soluções sistêmicas.

Naturalmente, vocês precisarão acertar os ponteiro, então “deixe claro o que aceita, gosta e do que abre mão. Você está incluindo o outro na sua vida e, além de falar para ele o quanto isso é importante, não deixe de dialogar para traçar a nova rotina dali para frente, que deve ficar confortável pra ambas as partes“, ressalta a psicóloga. Ela lista algumas questões que não podem faltar nesse bate-papo!

+ CINCO PEQUENOS HÁBITOS QUE MELHORAM O RELACIONAMENTO E RESGATAM O ROMANCE

+ S.O.S. DO RELACIONAMENTO: VEJA PROBLEMAS MAIS COMUNS E COMO RESOLVÊ-LOS

+ APIMENTE O RELACIONAMENTO À DISTÂNCIA COM TRUQUES ESPERTOS

Tarefas mal distribuídas geram bagunça e esse é um grande motivo de estresse. Por isso, divida as funções, mas seja justa! Foto: SIphotography/iStock

Tarefas e organização

Esse geralmente é um dos maiores e principais motivos para briga no início dessa nova fase. Cada um tem seu jeito de fazer as coisas (ou tinha quem fizesse), por isso “divida as tarefas domésticas, em especial as que possam ser realizadas em conjunto, caso não exista a ajuda de uma empregada doméstica. E mesmo que tenha essa mão amiga, vale discutir a manutenção dessa ordem até a próxima vinda dela. A desorganização da casa é motivo de muitas discussões e estresse entre os casais. Vale até ter um quadro de tarefas, assim cada um sabe o que tem que fazer sem precisar ficar cobrando o outro”, diz Ivanete.

Despesas e segurança

O quadro de tarefas é opcional, mas é importante que exista uma planilha de gastos domésticos. Segundo a especialista, “o casal deve discutir como serão feitos os acertos e pagamentos das contas por ambas as partes, lembrando sempre a importância de poupar ou guardar. Relações estáveis podem se desfazer por conta desse desentendimento quanto ao dinheiro. Nesse aspecto, fazer planos futuros em parceria, como viagens, compra de imóvel etc., visando o bem estar dos parceiros, traz a sensação de segurança”.

Passado e família

A psicóloga revela que existe a tendência de projetar no outro o que não foi resolvido na nossa família de origem: “Nossos pais são nossa referência e aprendizado. A mulher tende a projetar no marido a figura do pai, e o homem, por sua vez, toma a esposa no lugar da mãe. Ainda que de forma inconsciente, essas atitudes tendem a minar o relacionamento, chegando a influenciar negativamente a vida sexual do casal. É importante saber separar isso, para não se machucarem com essas projeções equivocadas”.

Mesmo com os vários momentos de intimidade que passarão a dividir, é importante que o respeito à individualidade exista. Foto: nd3000/iStock

Respeito à individualidade e lazer

Vocês podem morar juntos e terem um amor lindo, mas jamais serão um só, sendo assim, é fundamental que cada um tenha seu próprio espaço, físico e psicológico. “Estabeleça onde vão ficar guardados os seus pertences pessoais, como será a decoração, o que pode ser mudado ou não, porque são detalhes que parecem bobos, mas que, se irritam, vão acumulando e tem um peso grande no dia a dia, e podem ser o estopim para uma briga maior. Quanto ao lazer, você saberão os horários e itinerários um do outro, mas não usem isso para ‘controle’, pois não é saudável. É interessante, até, que tenham formas de lazer separadas às vezes, para manter a individualidade, o respeito e as escolhas do parceiro“, destaca a expert.

Intimidade emocional e bom humor

Para que a maioria das questões acima não aconteçam de modo negativo, conversem! “Deixem o diálogo aberto para expor o que incomoda e até mesmo pedir a ajuda do outro para resolver essas questões pendentes. Sejam parceiros, mesmo! Falem de seus sentimentos, deixem claro para o outro quando algo está pesado e difícil. O contrário também vale: elogiar, reconhecer, pedir ‘por favor’ são atitudes mágicas. Lembrem que o importante é como tudo é dito (bom senso, carinho) e tenham claro que o outro não traz para o relacionamento um ‘manual de conduta’ de como lidar com você“.

 

Advertisement

Enquetes

enquete

Qual tendência você acha mais difícil de usar?

Carregando ... Carregando ...