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Ana Canosa

Você sabe identificar o orgasmo feminino?

Domingo, 03 de Junho de 2012
Especialista explica a reação física que costuma levar os homens à loucura
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Você sabe identificar o orgasmo feminino? Fotos: SBT/ Divulgação e Stock.XCHNG

Depois de saber que mulheres podem ter orgasmos durante a prática de exercícios físicos, aqui vai uma pergunta: você sabe identificar o êxtase feminino? “Nada mais é do que uma reação física em que você tem o ápice do prazer sexual. Ele acontece quando a mulher tem ondas contínuas de excitação. Seu corpo chega num ponto em que tem uma grande descarga de tensão, acompanhada por uma nova e intensa sensação de prazer físico e contrações involuntárias na musculatura vaginal”, explica a terapeuta Ana Canosa.

De acordo com a especialista, essa descarga pode ocorrer de diversas formas: com estimulação clitorial, vaginal e no ponto G. A pele e o rosto ficam mais rosados, os músculos podem se contrair e o ritmo cardíaco sobe, assim como o ritmo respiratório. Nessa hora os seios ficam mais sensíveis e o corpo fica momentaneamente rígido. “Toda a resposta sexual humana está relacionada com o cérebro, que com seus centros de prazer manda mensagens para os genitais. Então é possível, por exemplo, uma mulher sonhar que está transando com alguém e ter um orgasmo durante o sono”, conta a terapeuta.

Durante o ato sexual, no entanto, a situação é diferente. “Ela tem que estar totalmente focada ali no prazer. Se o parceiro for direto ao clitóris, o prazer é quase que instantâneo, porque ele um órgão que facilita muito disparar o orgasmo”, explica Ana.

Mitos ou verdades: orgasmos múltiplos e ponto G
Muito explorado por filmes e revistas, os orgasmos múltiplos continuam um mistério para muitas mulheres. Anna Canosa conta que a sensação é possível, uma vez que elas se recuperam muito mais rápido do êxtase do que eles. "Se a mulher continuar a ser excitada, pode ter outro, e mais outro, e mais outro... Mas a intensidade dessa sequência pode ser menor do que a de um único orgasmo”, explica.

Outro ponto de estudo e conversas filosóficas é o ainda nebuloso ponto G. "A maioria dos sexólogos pensam que talvez ele seja na verdade a raiz do clitóris, que para algumas mulheres estaria mais saliente do que para outras”, afirma a terapeuta. “Há relatos de pessoas que foram tocadas dentro do canal vaginal e sentiram um prazer muito grande.  Outras dizem que já o procuram e não acharam nada".

Aurora Aguiar

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