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E agora?

Como manter uma vida sexual saudável depois da chegada dos filhos

Sexta-feira, 03 de Agosto de 2012
A terapeuta Vivien Bonafer Ponzoni ajuda a responder essa dúvida
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Como manter uma vida sexual saudável depois da chegada dos filhos Stock.xchng

Fraldas, mamadeiras, cólicas. Não tem jeito... A chegada de um filho dispersa a atenção do casal que, naturalmente, passa a se dedicar aos cuidados do mais novo integrante da família. Mas o que fazer para manter uma vida sexual saudável ao lado do companheiro? Para tirar essa dúvida, o DaquiDaqui contou com a ajuda da terapeuta Vivien Bonafer Ponzoni. Ela explica os motivos das alterações da disposição do casal nesta fase, aconselha o que pais e mães devem fazer em um momento de flagrante do filho na hora do sexo e responde outras dúvidas. 

Disposição sexual
As motivações que cada um tem para tal disposição variam, desde questões hormonais, até questões relacionadas a valores morais recebidos na educação, explica a terapeuta. “O fato é que o que o nascimento dos filhos traz mudanças significativas na vida do casal, e às vezes, essas alterações se refletem mesmo no relacionamento sexual”. Ela diz que é uma fase onde o físico é muito exigido, principalmente da mulher, pois a amamentação, a ausência de descanso, a mudança de horário do sono colaboram para que muitas mães entrem em um estado de exaustão e percam a disposição necessária para o ato sexual. A dica dada pela especialista é que o casal fique atento para esse momento, que é transitório.

E agora?
Você é flagrado por seu filho bem na hora H. O que fazer? “Essa é uma situação delicada, principalmente se a criança for pequena. Presenciar os pais em uma relação sexual, mesmo que em uma cena nebulosa, é motivo de angústia e sofrimento. É ameaçador para ela, pois não há a compreensão do que está vendo”. Vivien diz ainda que muitos casais, por se assustarem, reagem dando bronca, chamando a atenção da criança, agravando seu sentimento de desemparo decorrente do inusitado. O conselho da terapeuta para essas situações é agir com naturalidade. De forma que a criança se sinta acolhida na situação, mostrando que o casal está bem e que tudo segue em harmonia.

Respondendo às perguntas “difíceis”
“Mãe, como eu nasci?” Essa é clássica. “Pense que seu filho não precisa saber mais do aquilo que a idade dele permite. Portanto, nada de longas, técnicas e complexas explicações. Responda somente o que foi perguntado, de uma maneira que naturalize o sexo e suas implicações”, recomenda a terapeuta. 

“Mãe, o que é isso?”
Seu filho encontrou aquele “brinquedinho” erótico e, claro, quis saber para que serve. “Casais que utilizam objetos, assim como filmes, devem tomar todo o cuidado possível para deixá-los fora do alcance da criança. Não é interessante que elas os vejam. Eles pertencem a um mundo incompreensível para a criança e será muito difícil explicar sua utilidade. Portanto, sejam responsáveis e mantenham-se atentos sempre”, alerta Vivien Ponzoni.

Os beijos estão liberados?
Um selinho e outro, sim. Até porque é importante que a criança veja que existe uma harmonia de carinho entre os pais. Já os beijos mais quentes, a erotização, diz Vivien, pertencem somente à intimidade do casal, e devem ficar entre quatro paredes para não constranger a criança. 

Aurora Aguiar

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